A invasão das bolinhas

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo, sobre a artista plástica Yayoi Kusama:

Das vitrines aos museus, o nome da vez em Nova York é Yayoi Kusama. A exposição da artista plástica fica em cartaz até 30 de setembro no Whitney Museum. Além dos quadros e da famosa cadeira fálica “Accumulation”, o museu reuniu histórias dos mais de 60 anos de carreira da japonesa.

Enquanto isso, as lojas da Louis Vuitton exibem as peças de sua nova coleção, com estampas polka dots, as bolinhas que permearam o trabalho de Kusama. Marc Jacobs, fã da artista, declarou que a linha foi feita em parceria com a equipe dela.

Aos 83 anos, Yayoi Kusama volta à cidade onde viveu do fim dos anos 1950 ao início dos 1970, quando se internou, voluntariamente, em um hospício de Tóquio. O retorno a Nova York foi em grande estilo, com uma recepção na maison da marca, na 5a Avenida.

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Segunda Chance Ltda.

Alô, alô, amigos do Brasil! A Superinteressante de agosto traz uma matéria minha curtinha, mas que me deu muita alegria. Isso porque ela mostra como muitas vezes bastam um coração grande e uma vontade maior ainda para salvar centenas de vidas. Leia, abaixo, a íntegra.

Orçamento anual de US$ 14 milhões, 300 empregados e atuação em áreas tão diversas quanto alimentação, gráfica e dermatologia. A Homeboy Industries é apenas mais uma empresa de sucesso, exceto por uma diferença: todos os seus funcionários, do estagiário ao presidente, são expresidiários.

A Homeboy – termo que significa integrante de gangue, em inglês – foi ideia do padre Gregory Boyle, que queria ajudar ex-presidiários a retomarem suas vidas. Mas, como não conseguia convencer ninguém a empregá-los, resolveu abrir o próprio negócio, que começou como uma simples padaria. “Eu não emprego pessoas para fazer pães. Eu faço pães para criar empregos”, diz.

A Homeboy é chefiada por Bruce Karatz, ex-presidente de uma construtora – e condenado por fraude financeira nos EUA. Ele foi o responsável por uma grande expansão da empresa, que hoje tem um restaurante, uma gráfica, uma clínica de remoção de tatuagens e a própria marca de alimentos, cujas embalagens vêm com o slogan “empregos, não cadeia”. A Homeboy também se transformou em ponto turístico para pessoas do mundo inteiro – inclusive algumas que manifestaram
interesse em tentar reproduzir a experiência em seus países. Será que
algo do tipo daria certo no Brasil? “Claro que sim”, acredita Hector Vergudo,
ex-líder de gangue e atual diretor executivo da Homeboy. “Quando
as pessoas chegam aqui, dizem que fazemos mágica. Na verdade, o
segredo é que o trabalho nos ensina a amar o mundo e, principalmente,
a nós mesmos.”

Globo Notícia Minas

Continua sendo o bom e velho Globo Notícia Américas, trazendo notícias que são importantes para os nossos imigrantes, mas ficaram de fora dos jornais brasileiros. Este domingo, no entanto, ele está com gostinho de pão de queijo. Márcio, Telo e Lô Borges são os nossos entrevistados. Com direito a canja musical!

Uma semana depois do atentado em Aurora, Colorado, vamos ouvir especialistas sobre situações como essa. É possível se proteger? Ainda passaremos pelo México, onde uma onda de ataques a motoristas de táxi deixou sete mortos. Na Argentina e na Venezuela a semana foi de homenagens a figuras históricas. Evita Perón estampa a nova nota de 100 pesos e Simón Bolívar, quem diria, ganhou um retrato 3D.

Também vamos falar da seca, que deve causar um prejuízo de $ 12 bilhões aos Estados Unidos. O Rio Mississippi está sendo dragado para evitar que embarcações fiquem encalhadas.

E tem muito mais no domingo. O Globo Notícia Américas vai ao ar no domingo, logo depois do futebol, na TV Globo Internacional.

Mila veste Caché / Mila is wearing Caché (www.cache.com)

Guga no Hall da Fama

O Esporte Espetacular de domingo, 17 de julho, trouxe uma reportagem minha sobre a entrada de Gustavo Kuerten para o Hall da Fama do tênis. Ele é o segundo brasileiro a receber a mais alta honra do esporte, fora das quadras. A primeira foi Maria Esther Bueno. A cidade de Newport, em Rhode Island, parou para receber o brasileiro, três vezes vencedor do Aberto da França e 1o do mundo por 43 semanas. Quem, como eu, acompanhou a carreira do nosso maior tenista, certamente se lembra de muitos momentos históricos. O coração no saibro, a primeira final de Roland Garros, a vovó Olga, o irmão, Guilherme.

Tantos anos depois da aposentadoria, Guga segue como sempre. Com o astral altíssimo, apaixonado pelo tênis, acreditando que pode ajudar a melhorar o Brasil. Mesm longe dad quadras, ele segue nos inspirando.

Para ver a reportagem, clique aqui ou na foto acima.

Mila veste Caché / Mila is wearing Caché (www.cache.com)

Quando Nola supera NY

A série do momento é Newsroom, da HBO. A redação fictícia fica em Nova York. Lá, todo mundo fala rápido e toma porre. É bem divertido. Principalmente para jornalistas que sabem que a realidade não é bem assim. Eu, que nunca consegui acompanhar nenhum seriado, aguentei os três primeiros feliz. Mas esperar ansiosamente pela semana seguinte, amar uma série com a mesma intensidade que amo Avenida Brasil, só aconteceu uma vez. Tremé. A série, também da HBO, causa alvoroço aqui em casa. A gente canta junto a música de abertura, se emociona com as histórias de quem viveu o terrível Katrina e sobreviveu a ele.

Em 2010, passei mais de 20 dias em Nova Orleans. É a Salvador dos americanos. Mistura de raças, culinárias, cores, sons. Visitei o 9th Ward, a área mais devastada pelo furacão, cinco anos depois. Parecia que o Katrina havia passado na semana anterior, tamanha a destruição. Fui à Frenchmen Street várias noites, ouvir jazz do bom. Conheci gente de todo tipo, algo comum por lá. São pessoas cheias de sorrisos e causos. Uma delícia.

Tremé tem tudo isso. Música boa, pesonagens detestáveis e encantadores e as paisagens lindas da cidade mais brasileira dos Estados Unidos. Super recomendo.

Mais um para a lista!

Ontem um amigo postou no Facebook uma lista com 33 maneiras de se manter criativo. A primeira era: faça listas. Eu adoro. Não aquelas repletas de coisas já executadas. Gosto mesmo é de fazer listas de projetos. Lugares que quero visitar, amigos para quem preciso ligar, livros que quero ler… Minha agenda é uma imensidão de ideias e porfazeres. E essa última lista me tirou de vez a vergonha da mania estranha.

Pois eis que a Time Out desta semana nos presenteia com mais uma lista: os 100 melhores filmes de Nova York. Quem mora aqui certamente sabe do que eu estou falando. A gente entra numa obsessão louca para ver tudo o que já foi para as telonas tendo como cenário as paisagens daqui. Talvez seja uma tentativa de explicar por que a cidade nos é tão familiar, logo de cara. Talvez seja para justificar a sensação eterna de ser a pessoa mais sortuda do mundo apenas por viver nela. Ou simplesmente para brincar de descobrir que esquina no Upper West Side era aquela em que o Tom Hanks beijou a Meg Ryan. Sim, aposto que, como eu, você já se pegou tentando apontar onde fica o banco de “Manhattan” que dá vista para a Brooklyn Bridge. Ou em que rua da Little Italy acontece o tiroteio de “O Poderoso Chefão”.

Listar favoritos entre tantas maravilhas construídas nesta paisagem é difícil, será invariavelmente injusto, mas pode ser bem divertido. Eu fiquei feliz descobrindo, entre clássicos, alguns filmes que não vi. Ontem foi a vez de “Midnight Cowboy” (Jon Voight, Dustin Hoffman e… instantâneo no Netflix!). Só por ele, a lista já valeu a pena. E você? Qual o seu filme favorito rodado em Nova York? Vamos fazer mais uma lista?

Nelson Rodrigues sem sotaque

O centenário do mestre Nelson Rodrigues está próximo e as homenagens, pasmem, chegaram a Nova York. Os brasileiros do Group.br apresentam A Serpente, a última peça do autor, dos dias 12 a 15 de julho, no Teatro Latea. Se você está se questionando como os americanos reagirão à ideia, saiba que os atores fizeram a mesma pergunta. Aliás, eles foram para as ruas da cidade investigar o que os yankees sabem do nosso teatro. O vídeo abaixo traz a resposta, não muito surpreendente…

Para apresentar Rodrigues à plateia novaiorquina, o texto foi mantido em português. A escolha não podia ser melhor. Seria, no mínimo, esquisito ver uma ópera de Wagner traduzida para o português, né? A gente não aceita as legendas? Então, vamos preservar o nosso nordestino-carioca favorito do jeito que ele queria. Bora lá! E levem os amigos americanos. Afinal, casamentos problemáticos, amor e traição são universais.

PS: Domingo, no Globo Notícia Américas, tem uma entrevista com uma das atrizes, que conta mais sobre essa homenagem. É logo depois do futebol!

 

 

Guia de NY na Marie Claire

Amigos do Brasil, a edição de julho da Marie Claire traz um guia de compras de Nova York feito por mim. São dicas de lugares novos onde podemos encontrar roupas, produtos de beleza e decoração com a cara da cidade que dita a moda em todo o mundo. Quem conseguir, corra para as bancas e me conte depois o que achou! :) Para ver mais detalhes clique aqui.

Dear friends, click here to check details of the NY guide I just wrote for the July issue of Marie Claire Brazil. New places to find décor, fashion and beauty products. I hope you like it!

Ode à gelada

Da série “só mesmo em Nova York”: está em cartaz uma exposição sobre a história da cerveja na cidade. No final, dentro do museu mesmo, o visitante pode participar de uma degustação das bebidas que acabou de conhecer. O programão é no New York Historical Society, um museu fundado em 1804 que atualmente é um dos mais modernos – e divertidos – do pedaço. Se for, guarde um tempinho para o vídeo (incluído no ingresso) exibido em telões high tech e narrando uma breve história da melhor cidade do mundo.

A exibição fica até o dia 02 de setembro e traz desde informações sobre a colheita do lúpulo até as estratégias usadas pelos novaiorquinos para burlar a lei seca. Aliás, eu deveria ter feito um post sobre Prohibition, o ótimo documentário de Ken Burns sobre o período, que está disponível no Netflix. Enquanto isso, lá no fim do post tem um pedacinho do segundo espisódio.

Voltando ao museu, os curadores reuniram objetos usados na produção da bebida, jingles de algumas das primeiras marcas (em um deles, o locutor pergunta a Nat King Cole qual a marca que ele está bebendo) e até o vestido da dona de uma das cervejarias. Não é nada grandioso, mas é um belo programa para uma tarde quente de verão. E, claro, vale um brinde no final, para comemorar o privilégio de viver em uma cidade assim.