Museu de graça. Pode?

metropolitanNem todo mundo sabe, mas vários museus de Nova York oferecem a chamada “suggested donation” ou “pay-what-you-wish”. Isso significa que, em vez do preço do ingresso exibido na entrada da instituição, o visitante pode pagar quanto quiser. Vinte dólares… Dez… Alguns centavos…

É o caso do Museu de História Natural e do Metropolitan Museum of Art. O último está sendo processado, acusado de não deixar tal política clara o suficiente.

O diretor do Met publicou uma mensagem no site da instituição dizendo que a regra existe há mais de 40 anos e é, sim, conhecida do público. Ele afirmou que é claro que deseja que os visitantes paguem o máximo possível, já que o museu se sustenta com doações. Mas lembrou que todos são igualmente bem-vindos, não importa quanto desembolsem pelo ingresso.

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Fotos de Allen Ginsberg em exposição

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Por trás dos óculos fundo de garrafa estava um fotógrafo de mão cheia. Allen Ginsberg registrou, intimamente, momentos e personagens marcantes da Geração Beat. William Burroughs, Neal Cassidy e Jack Kerouac estão entre os que sucumbiram à sensibilidade das lentes do poeta de “Uivo”.

O hobby se tornou quase uma obsessão no início da década de 1950. Ginsberg revelava as fotos em uma farmácia perto de sua casa, no Lower East Side. Enviou algumas aos amigos, mas acabou deixando a maioria desbotando no fundo de uma gaveta.

Os retratos estão em uma deslumbrante exposição no Grey Art Gallery (100 Washington Square East, Manhattan), parte do complexo da New York University. “Beat Memories: The Photographs of Allen Ginsberg” fica em cartaz até 6 de abril.

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Artistas do Japão pós-guerra no MoMA

Na letra de “A Paz”, Gilberto Gil apontava para a ironia de que uma bomba lançada sobre o Japão teria feito “nascer o Japão da paz”. Entender como o país se reergueu nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial é uma difícil tarefa, mas a nova exposição no MoMA oferece algumas pistas.

Pinturas, esculturas, fotografias e vídeos integram “Tokyo 1955–1970: A New Avant-Garde”. A exibição, em cartaz até fevereiro de 2013, mostra como a capital japonesa serviu de palco para experimentos artísticos que mudaram a aparência da metrópole — e a arte mundial.


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O Grito, de Edvard Munch, chega ao MoMA

Das quatro versões que Edvard Munch produziu de “O Grito”, apenas uma permanece nas mãos de um colecionador particular. As outras três estão em museus da terra natal do pintor, a Noruega. Por isso a chance de ver essa imagem única é sempre celebrada. A peça foi adquirida em maio, em um leilão da Sotheby’s, por US$ 120 milhões.

O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) exibe a obra, datada de 1895, durante os próximos seis meses, até 29 de abril de 2013. A visita já valeria a pena só por “O Grito”, mas os curadores do MoMA foram além e selecionaram uma série de criações de Munch pertencentes à coleção do museu.

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Picasso Black and White

As fases azul e rosa são marcos da carreira de Pablo Picasso. Mas o Museu Guggenheim lança o olhar sobre duas outras cores que não se limitaram a um período, permeando a carreira do mestre espanhol: branco e preto.

Hoje passei em frente ao museu e a fila da a volta no quarteirão. Sem exagero. “Picasso Black and White” vai até o dia 23 de janeiro, destacando o uso – ou a ausência – de cores para dar voz à estrutura formal das obras. Segundo a curadoria, a técnica já era usada desde os homens das cavernas, mas tornou-se um marco a partir do trabalho de conterrâneos de Picasso. José de Ribera, Diego Velázquez e Francisco de Goya são alguns deles. A influência desses mestres pode ser atestada em obras como “Les Menines, vue d’ensemble d’apres Velázquez”, uma de suas reinterpretações de “Las Meninas”, de Velázquez.

A exposição reúne 118 pinturas criadas entre 1904 e 1971, além de esculturas e gravuras. A musa do artista, Marie-Thérèse Walter, que ganhou fama em Nova York depois de uma exposição dedicada a ela na Gagosian Gallery, em 2011, tem uma área especial.

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Meca dos grafiteiros, 5Pointz festeja 10 anos

Durante o ano de 2012, grafiteiros do mundo inteiro se reuniram em Long Island City, Queens, para celebrar o décimo aniversário da chamada “graffiti Mecca”. Trata-se de um museum a céu aberto de cerca de 2 km2 em que tudo é submetido ao aerosol dos melhores artistas de rua do mundo. Dezenas de prédios abandonados são reservados para os desenhos. Nem latas de lixo e escadas resistem. A cada visita este “museu” oferece uma exposição diferente, já que os desenhos são substituídos diariamente. É possível ver os artistas trabalhando.

O nome 5Pointz se refere aos cinco boroughs, as regiões administrativas de Nova York (The Bronx, Brooklyn, Manhattan, Queens e State Island) unidas em um só ponto. O lugar já foi cenário de videoclipes de artistas de hip hop e Joss Stone se tornou uma de suas madrinhas.

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Cristóvão Colombo ganha apartamento em NY

Era impossível saber como Cristóvão Colombo via Nova York do alto de seus 23 metros, em pleno Columbus Circle. Os prédios do entorno, como o Time Warner Center e o Museu do Design, davam pistas, mas havia um ângulo restrito ao olhar do descobridor das Américas. Havia. Agora os visitantes de “Discovering Columbus”, a nova instalação do japonês Tatzu Nishi, já podem bradar: “Terra à vista”.

As descobertas não param por aí. Apesar de ter sido inaugurada em 1892, a obra do italiano Gaetano Russo exibia-se longe demais dos olhos dos nova-iorquinos. Agora pode ser vista em detalhes. Ela fica no centro de uma sala, construída pelo artista plástico e acessada por cinco lances de escada de metal. Tem televisão, estante de livros, quadros, papel de parede rosa com imagens da cidade e vista panorâmica para o Central Park. A construção é um convite a questionamentos sobre a diferenciação entre público e privado no mundo da arte. A enorme estátua muda quando vista dentro daquele espaço reduzido e fechado.

A instalação fica aberta ao público até 18 de novembro. A visitação é gratuita, mas requer um ingresso. Para fazer a reserva basta entrar no site do Public Art Fund.

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Churchill na Morgan Library

Uma dica bem rapidinha… até porque a exposição só vai até domingo! “Churchill: The Power of Words”, na Morgan Library, ocupa uma pequena sala mas vale por algumas aulas história. Documentos narram a trajetória do líder britânico desde a infância. Uma cabine exibe 21 minutos de discursos célebres, que confirmam a palavra como a grande arma de Churchill (ele, aliás, ganhou um Prêmio Nobel de Literatura).

Como a exposição é rapidinha, aproveite para fazer uma passeio pela bela Morgan Library. Eu não conhecia e fiquei impressionada com os mosaicos nos tetos, as salas chiquérrimas e a coleção de livros, que incluiu três Bílblias de Gutenberg. Hoje, um violinista e uma flautista tocavam no átrio ao lado do restaurante. Programão.

Alemã transforma MetroCard em obra de arte

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

O MetroCard é o fiel companheiro dos nova-iorquinos. Do prefeito Michael Bloomberg ao contribuinte mais comum, todos têm o seu cartão, que dá acesso ao metrô e aos ônibus da cidade. Ele já foi imortalizado em camisetas, em ímãs de geladeira e em uma canção do grupo Le Tigre.

Mais de dez anos atrás, Nina Bosch, uma alemã radicada em Nova York, passou a usar os cartões descartados como matéria-prima de suas obras. Até o dia 31 de agosto, a galeria The Bean, no East Village (54 2nd Avenue), exibe a série de colagens da artista. Ela costuma dizer que trata-se de uma arte reciclável, que ajuda a deixar mais limpas as estações de metrô da cidade. “O que para muitos é apenas um MetroCard velho, vencido, para mim é um desejado material artístico.”

O resultado é uma homenagem a ícones da cidade. Os táxis amarelos, o Museu Guggenheim, Woody Allen e, claro, o próprio MetroCard!

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A invasão das bolinhas

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo, sobre a artista plástica Yayoi Kusama:

Das vitrines aos museus, o nome da vez em Nova York é Yayoi Kusama. A exposição da artista plástica fica em cartaz até 30 de setembro no Whitney Museum. Além dos quadros e da famosa cadeira fálica “Accumulation”, o museu reuniu histórias dos mais de 60 anos de carreira da japonesa.

Enquanto isso, as lojas da Louis Vuitton exibem as peças de sua nova coleção, com estampas polka dots, as bolinhas que permearam o trabalho de Kusama. Marc Jacobs, fã da artista, declarou que a linha foi feita em parceria com a equipe dela.

Aos 83 anos, Yayoi Kusama volta à cidade onde viveu do fim dos anos 1950 ao início dos 1970, quando se internou, voluntariamente, em um hospício de Tóquio. O retorno a Nova York foi em grande estilo, com uma recepção na maison da marca, na 5a Avenida.

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