No ‘Globo Notícia Américas’ do próximo domingo, dia 12, vamos trazer uma entrevista com Ety Carneiro e José Álvaro da Silva Carneiro, os diretores do centro de pesquisa do hospital pediátrico Pequeno Príncipe, de Curitiba. Nesta semana, brasileiros se reuniram em Nova York para um evento em prol da instituição que é pioneira no atendimento humanizado de crianças e adolescentes no Brasil. Durante a conversa, Ety e Sergio falam sobre o trabalho do hospital e também sobre o convite que receberam para apresentar a exposição “Fazendo Arte no Hospital Pequeno Príncipe”, na sede da ONU- Organização das Nações Unidas, em Nova York.
Também nesta semana, a história das três americanas que foram libertadas em Cleveland depois de dez anos em cativeiro chocou o país e o mundo. O ‘Globo Notícia Américas’ traz uma reportagem que mostra que a cada três dias uma pessoa desaparece vítima de seqüestro nos Estados Unidos. E ainda, um surto da bactéria e-coli preocupa moradores do estado do Texas. A jornalista traz dicas sobre os sintomas causados pela bactéria e como se proteger do risco de contaminação.
Para ver a chamada do programa, clique aqui ou na foto acima.
Tudo começou numa tarde do verão de 2011. Eu estava lendo a revista do NYT e esbarrei em um artigo sobre a mãe de Barack Obama. Havia acabado de entrevistar o biógrafo do presidente, David Remnick, e andava fascinada pela figura do presidente americano. A foto mostrava um Obaminha fofo, vestido de pirata, nos braços brancos e superprotetores de Stanley Ann. O texto era um excerto do livro de Janny Scott, “A Singular Woman”.
Li num gole. Comprei o livro. Outro gole. Sugeri ao Caderno Ela uma reportagem sobre o assunto. Telefonei para a autora para uma entrevista. Foi uma conversa solta, divertida, como se ela contasse histórias sobre uma amiga de infância. Aquela que às vezes te dá raiva, mas no fundo, era quem você queria ser quando crescesse. O que mais me impressionou em Ann não foi ela se casar com um negro em uma época em que mais da metade dos estados americanos proibiam casamentos interraciais. Nem ela passar mais da metade da vida adulta na Indonésia, dominando a língua e a cultura locais, longe do filho. Ou as viagens pelo mundo, os vários empregos voltados para a construção de um mundo melhor, ou a criação que ela deu para Maya e Barack, ou o conhecimento profundo das magias e artes dos ferreiros indonésios, ou a paixão pelo Havaí, ou as aventuras de adolescente. O que mais me impressionou não foi o que ela fez, mas como.
Ann era um espírito livre.
Ia fazendo porque ia.
Não calculava, apenas se apaixonava. Aí habitavam erros, frustrações, conquistas. Hoje, assistindo ao filho de Ann reeleito presidente dos Estados Unidos, vi “Uma Mulher Singular” chegar às livrarias brasileiras. Assinando a tradução, eu e Francisco Quinteiro Pires tentamos espalhar um pouco da inspiração que a vida dela trouxe às nossas. Desapegar-se do que disseram ser o certo é tortuoso. Ann lutou para mudar o mundo, se enfurnando em aldeias no meio da Ásia. Morreu cedo e um bocado frustrada, achando que não havia conseguido mudar quase nada. Hoje, quando vejo Maya e Barack, suas duas criações, pergunto quantas pessoas neste século fizeram mais pelo mundo do que ela. Deve-se contar nos dedos de uma mão. E Ann só ia.
Além de uma estrela do cinema e do teatro, Katharine Hepburn foi um ícone da moda. Seu estilo influenciou gerações e agora é tema de uma exposição na New York Public Library for the Performing Arts, localizada na praça do Lincoln Center. “Katharine Hepburn: Dressed for Stage and Screen” reúne mais de 40 peças usadas pela atriz nos palcos e na telona. A mostra foi criada em conjunto com o lançamento do livro “Rebel Chic”, uma biografia fashion da atriz escrita por Jean Druesedow e publicada pela Skira Rizzoli.
A exposição fica em cartaz até 12 de janeiro de 2013, ano em que a morte de Hepburn completa dez anos. A entrada é gratuita.
No “Globo Notícia Américas” deste domingo, 21 de outubro, Mila Burns mostra todas as expectativas para o terceiro e último debate entre o republicano Mitt Romney e o democrata Barack Obama, que acontece na próxima segunda, 22. O programa revela o resultado das pesquisas de voto e a repórter Elaine Blast traz informações sobre o que deve ser abordado durante o encontro.
Além disso, o “Globo Notícia Américas” vai mostrar um estudo de pesquisadores de Chicago sobre o sono. Segundo eles, uma noite bem dormida pode ser tão importante para perder peso quanto fazer exercícios físicos.
E mais: acompanhe uma entrevista com o ator Liam Neeson, vendedor do Oscar por sua atuação no filme ‘A Lista de Schindler’. Em cartaz nos cinemas americanos com o sucesso de bilheterias ‘Taken Two’, Neeson fala sobre seu trabalho e inspirações para criar o personagem do filme.
Não perca! O “Globo Notícia Américas” vai ao ar às 18h30 (horário de Nova York).
Depois de Maggie Gyllenhaal, Cate Blanchett e Michael Shannon, o mais novo astro de Hollywood a participar de uma peça de autoria de Anton Tchekhov aqui em Nova York é Ethan Hawke. O ator, aliás, é fã do dramaturgo russo, tendo integrado o elenco de outras montagens, como “O Jardim das Cerejeiras”, em Londres.
Em “Ivanov”, Hawke interpreta o protagonista com uma tenacidade arrebatadora. O cenário reduzido, mas imponente, e o elenco impecável (Joely Richardson e Glenn Fitzgerald quase roubam a cena) contribuem para uma performance intensa. Às vezes, o medo provocado pelo turbilhão de emoções contidas no texto de Tchekhov leva a plateia a rir fora de hora. Nada que atrapalhe quem vai de coração aberto.
A montagem da Classic Stage Company, ainda em fase de preview, fica em cartaz até 9 de dezembro, no CSC (136 East 13th Street, East Village).
Está em cartaz o filme Abraham Lincoln Caçador de Vampiros, produzido por Tim Burton. Eu fui conversar com ele sobre este e outros projetos. O diretor disse que sonha conhecer o Brasil, e que conseguiria transformar até o nosso carnaval em filme de terror.
Além disso, vamos mostrar as reações à lei que entrou e vigor esta semana e obriga as empresas a fornecerem anticoncepcionais de graça para as funcionárias. É uma das partes mais polêmicas do Obamacare.
O preço da gasolina registrou, em julho, a maior alta dos últimos 12 anos. Enquanto isso, no México, a polícia apreendeu mais de 80 milhões de cigarros ilegais.
Também vamos mostrar a seca no território americano, as enchentes no Arizona e em Indiana e um vulcão que entrou em atividade na Guatemala.
O Globo Notícia Américas vai ao ar domingo, logo depois do futebol. Para ver a chamada, clique na foto acima ou aqui.
Quando o verão chega, Nova York se enfeita. Os jardins mais lindos cruzam a cidade. Em frente à Columbia University são tulipas coloridas. Nos canteiros das calçadas, amores-perfeitos disputam a preferência com azaleias. O da foto ao lado é na entrada do Central Park pelo lado west da 72nd Street. Tulipas em preto e branco, para quem acha que já viu de tudo. O Brooklyn Botanic Garden reune um pouco de tudo isso, com direito a jardim japonês, áreas dedicadas à poesia e, claro, cherry blossoms. Eu já tinha ido algumas vezes, mas sempre pulava a parte das estufas. Não faça isso! É, no mínimo, curioso ver aquela reunião de plantas desérticas, tropicais (como diz a minha amiga, parece que a gente está no Rio), orquídeas, enfim, um barato.
Era tanta coisa que, em vez de postar uma foto, resolvi fazer um videozinho com o melhor da minha última visita. E Maria Bethânica, porque ninguém é de ferro! Boa semana para todos nós!
Este blog é um ótimo canal de conversa. Sei de gente que segue minhas dicas e eu também recebo várias boas ideias por aqui. Mas além desse diálogo precioso, também uso o espaço para guardar lembranças de coisas especiais que vi, li, ouvi nesta Nova York incansável. De uns tempos para cá tenho postado menos dicas culturais porque a cidade não para e quando o inverno vai se despedindo a gente tem tanta coisa para fazer que nem dá tempo de registrar tudo.
Uma amiga me disse certa vez que queria montar um jornal chamado “O Elogio”, só para falar bem das coisas. Críticas negativas estariam fora. Pois hoje resolvi juntar em um só post quatro coisas bacanérrimas que fiz nas últimas semanas e acabei não registrando por aqui.
A primeira talvez tenha sido a mais emocionante. Fomos ver Madama Butterfly na Metropolitan Opera. A montagem é linda de doer, mas a emoção maior foi ver mais uma novidade de Plácido Domingo. Desta vez, na regência. Pode existir coisa mais incrível do que ver um ídolo absoluto se desafiando em diferentes papeis? Amigos que entendem da coisa dizem que, como maestro, ele não é tecnicamente incrível. Eu, que não entendo, fico apenas com o lado emocional. E nesse, ele é impecável. Dois anos atrás, haviamos visto outra estreia: em Simon Boccanegra, Domingo fez seu primeiro papel como barítono. Para quem acha loucura se lançar a desafios depois de uma certa idade, taí a lição.
Ultimamente tenho lido apenas o que é pedido para as aulas. O volume de leitura é absurdo e os livros sobre outros assuntos tiveram de ser adiados para maio, quando a correria do mestrado passar. Só que muitas vezes a gente esbarra em pérolas entre os livros indicados pelos professores. “Codes of the Underworld – How criminals communicate”, de Diego Gambetta, é uma delas. Para quem gosta de filmes de máfia, é um prato cheio, divertido e repleto de histórias para contar para os amigos.
Também já falei há alguns dias da exposição do Jesús Rafael Soto (o bonitão de bigode na foto lá do alto), em cartaz até o fim do mês na Grey Art Gallery. Estive lá esta semana e queria, mais uma vez, recomendar o programa. Para quem não conhece a obra dele, é uma oportunidade imperdível de ver algo completamente diferente de tudo. Para quem conhece, a exposição vale a pena por ser uma bela recapitulação da fase mais especial do artista.
Por último, mas não menos importante, o filme mais fofo da semana foi Chico e Rita, em cartaz em poucos cinemas da cidade. O desenho é uma delícia, um programão para um domingo à tarde. A trilha de Bebo Valdés faz qualquer um sair da sala levitando. E acho que vale a pena ver numa tela grande. A simplicidade às vezes merece esse cartaz.
Quarta-feira é dia de ópera em Nova York. E não estou falando do BAM ou da Metropolitan. É ópera para amadores e amantes dessa arte que há quem diga estar quase morrendo. Certamente se fossem ao Ido Sushi esses detratores se descobririam ruins da cabeça e doentes do pé.
É uma daquelas experiências increditáveis que fazem você agradecer por viver nesta cidade. Onde mais haveria um restaurante japonês que abre suas portas às quartas e sábados para um karaokê operístico? Cantores profissionais, ex-estrelas ou apenas aspirantes, se encontram para uma noite de farra. Fomos em um grupo de quatro amigos: um especialista, uma ex-cantora e dois curiosos. Posso garantir que há muito não nos divertíamos tanto! A comida é boazinha, mas o incrível é ver que, ao contrário do que muitos pensam, ópera é a maior diversão! E, mais incrível ainda, é a luzinha do sinal de trânsito piscando sobre a placa da Bedford. Viva Verdi! Viva Nova York!
A foto ao lado, tirada com o meu celular, não faz jus ao lugar. Fiz também um filminho, logo abaixo, que é menos digno ainda. O jeito é ir lá conferir!
Saiu na última edição do Aldeão, o jornal interno da Tv Globo, uma reportagem sobre as novidades do jornalismo internacional. Estava lá o nosso Globo Notícia Américas!