O mês da cultura negra no Apollo

apolloBerço da música negra, no coração do Harlem, o Apollo Theater (253 W 125th Street) celebra o Black History Month até o fim deste mês. Para isso, está programada uma série de eventos. A festa começa hoje, às 22h00, com o show de Rebecca Naomi Jones no Apollo Music Café. Ela preparou um repertório com os sucessos de seu pai, Eddie Jones, do The Cadillacs.

Nos dias 09 e 10, o Apollo abre as portas para os vistantes. É o Open House Weekend, quando se pode ver de perto – e de graça – o palco onde Michael Jackson, Ella Fitzgerald e James Brown estouraram.

Para completar, há a estreia de uma nova produção, “Apollo Club Harlem”. O espetáculo acontece nos dias 18, 22 e 23, sempre às 20h30. Trata-se de um retorno aos anos 1930 e 40, com números de dança e música. Em vez das poltronas fixas tradicionais, a plateia será ocupada por mesas e cadeiras, para que o público embarque no espírito dos clubes noturnos da época.

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Fotos de Allen Ginsberg em exposição

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Por trás dos óculos fundo de garrafa estava um fotógrafo de mão cheia. Allen Ginsberg registrou, intimamente, momentos e personagens marcantes da Geração Beat. William Burroughs, Neal Cassidy e Jack Kerouac estão entre os que sucumbiram à sensibilidade das lentes do poeta de “Uivo”.

O hobby se tornou quase uma obsessão no início da década de 1950. Ginsberg revelava as fotos em uma farmácia perto de sua casa, no Lower East Side. Enviou algumas aos amigos, mas acabou deixando a maioria desbotando no fundo de uma gaveta.

Os retratos estão em uma deslumbrante exposição no Grey Art Gallery (100 Washington Square East, Manhattan), parte do complexo da New York University. “Beat Memories: The Photographs of Allen Ginsberg” fica em cartaz até 6 de abril.

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GNA: A segunda posse de Barack Obama

GNAO último mês do primeiro mandato de Barack Obama foi cheio de pistas do que devem ser os próximos quatro anos. As nomeações de Chuck Hagel e Jack Lew, as propostas de controle do uso de armas, o acordo para evitar o abismo fiscal e até as bíblias escolhidas para a cerimônia de posse são alguns indicativos. Obama usará duas: uma pertenceu a Abraham Lincoln, outra a Martin Luther King.

Tudo isso aponta para um Obama menos conciliador, mais tenaz e dedicado à sua base de eleitores. Afro-americanos, imigrantes e minorias em geral podem finalmente entrar na pauta das reivindicações do presidente. E a reforma imigatória, depois de confirmado o poder latino nas urnas, agora tem mais chances de sair do papel.

No dia da posse oficial, véspera da festa popular, o Globo Notícia Américas traz uma análise do que devem ser os próximos quatro anos. Eu conversei com o jornalista Caio Blinder, que sabe de tudo e de um pouco mais. Já fazia tempo que eu queria roubar o colega de bancada do Lucas Mendes do Manhattan Connection e trazê-lo ao nosso programa. Prometo que esta será a primeira de muitas visitas.

Além disso, também vamos falar da greve de ônibus escolares em Nova York, da mordida no contra-cheque de quem trabalha nos Estados Unidos, e das soluções da Cidade do México para o combate à poluição.

Na edição do próximo domingo, Rodrigo Bocardi explica a mudança na posição do senador Marco Rubio (R-FL) e de outros republicanos em relação à reforma imigratória. Júlio Mosquéra traz os detalhes de uma pesquisa surpreendente: quanto mais dinheiro os pais dão para os filhos pagarem a faculdade, menores as notas.

Ficou curioso? O Globo Notícia Américas vai ao ar no domingo, na Tv Globo Internacional. Para ver a chamada clique aqui ou na foto lá no alto…

 

Globo Rural – Retrospectiva 2012

globoruralNo último Globo Rural de 2012, foi uma ar uma reportagem feita por mim e pelo repórter cinematográfico Francisco Quiteiro Pires sobre a seca nos Estados Unidos. Relembramos viagens por fazendas de soja e milho, onde os produtores, ao mesmo tempo, se entristeceram com as perdas na lavoura e celebraram os altos preços. Também visitamos a bolsa de valores de Chicago, onde conhecemos um brasileiro, analista de mercado. Segundo Pedro Djeneka,  bola da vez em 2013 é o Brasil.

Para ver a reportagem clique aqui ou na foto acima.

Chinatown deliciosa e nota A

teaparlor_pratosEncarar um mergulho na culinária de Chinatown é para poucos. Pessoas acostumadas a lugares bonitinhos, limpinhos, bacaninhas, tendem a desistir na primeira empreitada. O bairro é um aglomerado de ruas em que camelôs e senhoras se atropelam sem perdão. Nos restaurantes, é comum encontrar a inscrição “Grade Pending”, que aparece na porta das instituições que levaram um alerta da Vigilância Sanitária. Almas corajosas e insistentes, no entanto, são recompensadas.

Mas se você não tem paciência ou gosto por desafios, o Nom Wah Tea Parlor (13 Doyers Street) é um tiro certeiro. Em atividade desde 1920, o restaurante foi o primeiro a servir Dim Sum em Chinatown. O estilo permite que se escolha entre dezenas de comidinhas, uma espécie de tapas à moda chinesa. A berinjela recheada com camarão e a panqueca de cebolinha são imperdíveis. E tem, sim, uma pitadinha de aventura. O restaurante fica no chamado “Bloody Angle” (Ângulo Sangrento), que ganhou o apelido por causa dos frequentes assassinatos cometidos por gangues locais no início do século XX. Atualmente a rua é cheia de restaurantes e barbearias.

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GNA: Imigrantes protestam pela carteira de motorista

gnotO “Globo Notícia Américas” deste domingo, 2 de dezembro, vai mostrar o protesto de imigrantes em Illinois, EUA, que querem ter o direito de tirar carteira de motorista.

O programa também mostra o adeus de Felipe Calderón à presidência mexicana e os desafios que o novo presidente, Enrique Peña Nieto, tem pela frente.

E mais: uma pesquisa mostra que a incidência de alergia aumenta a cada ano e a a operação Papai Noel, dos correios dos Estados Unidos, completa século realizando o sonho de milhares de crianças.

Não perca! O “Globo Notícia Américas” vai ao ar às 18h30 (horário de Nova York). Para ver a chamada clique na foto acima ou aqui.

Hi + Low

 

 

 

Na correria de escrever todos os dias algo novo no meu blog do Ela Digital, faz tempo que não posto nada original para este blog aqui. Tá certo, as coisas de lá eu escreveria cá. Mas hoje, vendo um filme bacana, me deu vontade de unir esses dois lares.

“The Queen of Versailles” é um daqueles filmes em que é difícil apontar qual o maior mérito do documentarista: a sorte ou o talento. Lauren Greenfield começou a registrar a saga da família Siegel quando David e Jackie construíam “a maior casa da América”. Uma aberração milionária em Orlando, FL, imitando o Palácio de Versailles, mas com sushibar, barbearia e academia (será que Luis XIV malhava?). No meio das gravações, vem a sorte. Em 2008, com a crise do mercado imobiliário, Siegel se vê mais quebrado que arroz de quinta. Logo ele que se orgulhava de dizer ter sido o grande responsável pela vitória de Bush.

Greenfield capta a derrocada da família. E isso já seria um belo roteiro. Mas eis que entra o talento. Em vez de uma edição óbvia, em que a o ridículo daquela turma brota a olhos vistos, ela opta pelo respeito. Alterna momentos de ternura a “semnoçãozice”. Torna os sentimentos do espectador angustiantemente misturados. É claro que, depois, tudo volta ao devido lugar. Basta dar um google e descobrir que David Siegel se recupera e, de volta à pose de patrão, envia um email coletivo aos seus funcionários pedindo que eles votem em Ronmney.

Mas eu disse que misturaria as duas coisas. Coincidência ou não, o post de hoje no Nova York – Ela Digital foi um belo contraponto a “The Queen of Versailles”. Trata-se de um projeto que leva música a uma das áreas mais pobres da cidade.

Inspirados pelo venezuelano El Sistema, que oferece aulas de música para crianças em comunidades de risco, um grupo de nova-iorquinos implantou o UpBeat NYC, no sul do Bronx. Os instrumentos e as aulas são gratuitos e carregam a ideia de que a música pode mudar vidas. Pelo menos para os moradores desta região, isso já está acontecendo.

Uma das áreas mais violentas da cidade agora tem uma orquestra com 36 integrantes. Hoje as crianças apresentam seu primeiro concerto, às 19h00, no Betances Community Center (547 East 146th Street, The Bronx). É uma ótima oportunidade para conhecer o borough menos turístico da cidade. E quem sabe descobrir um Gustavo Dudamel antes de ele virar ídolo.