O Grito, de Edvard Munch, chega ao MoMA

Das quatro versões que Edvard Munch produziu de “O Grito”, apenas uma permanece nas mãos de um colecionador particular. As outras três estão em museus da terra natal do pintor, a Noruega. Por isso a chance de ver essa imagem única é sempre celebrada. A peça foi adquirida em maio, em um leilão da Sotheby’s, por US$ 120 milhões.

O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) exibe a obra, datada de 1895, durante os próximos seis meses, até 29 de abril de 2013. A visita já valeria a pena só por “O Grito”, mas os curadores do MoMA foram além e selecionaram uma série de criações de Munch pertencentes à coleção do museu.

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Alanis Morissette fala de novo CD e maternidade

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

Era difícil dizer se quem lotava o auditório do 92nd Street Y ontem, no Upper East Side, ia a uma palestra ou um culto. Gargalhadas, choro e declarações como “Sua música salvou minha vida” deram o tom ao evento de divulgação do novo álbum de Alanis Morissette, “Havoc and Bright Lights”.

“O disco mistura todas as influências que já tive. Bob Dylan, Etta James, Aretha Franklin, hip hop e dance music”, disse a canadense durante a palestra. O primeiro single, “Guardian”, é uma homenagem ao filho, Ever. “Acho muito perigosa a ideia de que é preciso sofrer para compor. É necessário sentir paixão, isso sim. Seja ela em forma de carinho ou raiva.”

O oitavo álbum trouxe, ainda, uma relação mais serena com o público. “No começo, tinha dificuldade de receber a energia. Me entregava, mas, se a plateia vibrasse, tinha vontade de me esconder atrás da bateria. Tatuei um tigre no braço pensando em me proteger. Hoje isso é bem mais tranquilo para mim. Estar no palco é um privilégio. Posso expor todos os meus sentimentos, gritar, me sacudir, sem que ninguém ache estranho.”

A depressão que afastou Alanis das turnês ficou mesmo para trás. Relaxada e sorridente, a cantora declarou ter enfrentado inúmeros “momentos suicidas” e admitiu ter pedido ajuda muito tarde. Entre os maiores sofrimentos, ela apontou a produção do disco “Jagged Little Pill” e a mudança do Canadá para Los Angeles, na mesma época. “Nova York tem uma coisa que ajuda muito a vencer isso. É um senso de comunidade que faz parte do dia a dia.”

Vegetariana e engajada em causas ambientais, Alanis agora se dedica a outra batalha. “O maior ativismo que conheço é ser uma boa mãe. Acho que é o máximo que se pode fazer para construir um futuro melhor”. O nascimento de Ever, em dezembro de 2010, revelou à cantora novas prioridades. “Muita coisa mudou. Meu trabalho me acompanha. Mas o casamento – monogâmico e cheio de comprometimento – e meu filho estão em primeiro lugar. Ah, e depois da maternidade também descobri o café. Uma maravilha”, brincou Alanis.

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Drinks de absinto no Brooklyn

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

Por quase um século, o absinto foi apontado como uma bebida maldita, proibida em vários países, inclusive nos Estados Unidos. Por aqui, o banimento foi suspenso somente em 2007, quando a “fada verde” voltou a reinar. No Brooklyn, a Maison Premiere (298 Bedford Avenue) oferece um cardápio com 27 variedades, além de drinks especiais, que misturam a bebida, cubos de açúcar e água gelada. O lugar tem, ainda, uma vasta seleção de ostras, que podem ser harmonizadas com o absinto.

Seja pela aura misteriosa, pela promessa afrodisíaca ou pelo alto teor alcoólico, o destilado angariou fãs famosos ao longo dos séculos. Entre eles, os escritores Arthur Rimbaud, Émile Zola e Oscar Wilde e os pintores Vincent van Gogh, Amedeo Modigliani e Pablo Picasso. Edgar Degas chegou a batizar um quadro com o nome do líquido de sabor anis.

A dose custa de $11 a $16 dólares. Há garrafas de vários países.

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Marcus Samuelsson: o queridinho de Obama

Já falei dele aqui no blog outras vezes. Hoje, publiquei um texto novo no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

Etíope, sueco, americano ou simplesmente “o cara”. Marcus Samuelsson não é apenas um dos “grandes chefs dos Estados Unidos”, como declarou o Culinary Institute of America. É a celebridade televisiva que derrotou 21 chefs na segunda temporada do programa Top Chef Masters; é o bem-sucedido homem de negócios, dono de sete restaurantes, de uma linha de chás e do site foodrepublic.com; é o autor de uma recém-lançada autobiografia. Como parte da turnê de divulgação, hoje Samuelsson participa de um evento às 18:30 no Tenement Museum, no Lower East Side (103 Orchard Street).

Não bastasse tudo isso, Samuelsson ainda é o queridinho do presidente norte-americano. Foi ele quem assinou o cardápio do primeiro jantar promovido por Barack Obama como chefe da nação. E foi no Red Rooster, o cobiçado restaurante do chef no Harlem, que Obama promoveu o primeiro evento da campanha pela reeleição. O menu com entrada, prato principal e sobremesa custava módicos US$40 mil.

No livro “Yes, chef”, Samuelsson mostra que sua história é ainda mais peculiar do que aparenta. Ele nasceu na Etiópia e, aos três anos, perdeu a mãe, vítima de tuberculose. Ele e a irmã foram adotados por um casal de suecos. Ainda menino, descobriu com a avó a paixão pela cozinha. Nunca mais saiu de lá. Depois de estudar na Suécia, Suíça e Áustria, ele se mudou para Nova York. Aos 24 anos, assumiu a cozinha do prestigioso Aquavit e se tornou o chef mais jovem da história a receber três estrelas do The New York Times.

Mas o que conquistou Barack Obama não foi nada disso. A grande paixão do presidente custa apenas $6. O “corn bread” do Red Rooster é o favorito do democrata. Servido no almoço e jantar desde que o restaurante foi fundado, ele ganhou uma nova companhia no cardápio. O “Yes, chef Prixe Fix Menu” custa U$45 e inclui salada de melancia com queijo de cabra, cordeiro com batatas, doughnuts de batata doce e um exemplar assinado do livro.

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A invasão das bolinhas

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo, sobre a artista plástica Yayoi Kusama:

Das vitrines aos museus, o nome da vez em Nova York é Yayoi Kusama. A exposição da artista plástica fica em cartaz até 30 de setembro no Whitney Museum. Além dos quadros e da famosa cadeira fálica “Accumulation”, o museu reuniu histórias dos mais de 60 anos de carreira da japonesa.

Enquanto isso, as lojas da Louis Vuitton exibem as peças de sua nova coleção, com estampas polka dots, as bolinhas que permearam o trabalho de Kusama. Marc Jacobs, fã da artista, declarou que a linha foi feita em parceria com a equipe dela.

Aos 83 anos, Yayoi Kusama volta à cidade onde viveu do fim dos anos 1950 ao início dos 1970, quando se internou, voluntariamente, em um hospício de Tóquio. O retorno a Nova York foi em grande estilo, com uma recepção na maison da marca, na 5a Avenida.

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Em entrevista, Scarlett Johansson mostra toda sua impaciência

Foi publicada hoje, no Caderno Ela, do jornal O Globo, a entrevista que fiz com a atriz Scarlett Johansson. Ela estreia no dia 23 de dezembro, ao lado de Matt Damon, no filme We bought a Zoo. A quem interessar possa: sim, a moça é deslumbrante. Sim, também é um tanto deslumbrada. Clique aqui ou na foto ao lado para ler a íntegra.