A vida de Woody Allen daria um filme, mas não um filme de Woody Allen. Talvez Michael Curtiz se interessasse mais pela história, bem no estilo Mildred Pierce, do pai adotivo que se casa com a filha. Woody Allen acha tudo que o rodeia tão desinteressante que resistiu por décadas a ter sua história contada. Dizia que ninguém se interessaria.
Hoje a Folha de S. Paulo traz uma entrevista feita por Francisco Quinteiro Pires com o diretor de Woody Allen: A Documentary, Robert Weide. O filme, em dois capítulos, foi exibido pela PBS. Uma belezinha. Infelizmente o canal tirou o streaming da internet, mas já é possível encontrar o DVD. Weide nos leva, claro, para um passeio por Manhattan, mas também pelo Brooklyn de Allen, pelas paixões, as amizades, as tragédias e a simplicidade desse obsessivo cineasta.
Para quem estiver em Nova York, um programa caro (o couvert é $135 por pessoa), mas que vale a pena, é ver Woody Allen e sua banda se apresentando no Carlyle Hotel. Toda segunda-feira ele passa por lá com seu clarinete. Não é o mais talentoso dos músicos, mas é o Woody Allen. E quando fui, ainda esbarrei no Daniel Day Lewis na saída. Tá bom, né?
No vídeo abaixo, Robert Weide faz doze perguntas improváveis ao diretor, que este ano concorre ao Oscar com Midnight in Paris.