A dica é mesmo bem batida. Daquelas que aparecem em qualquer guia de turismo da Cidade do México, onde estive na semana passada. É como dizer a quem visita Nova York que dê um pulinho no Metropolitan Museum. Mas o Met não é imperdível? Pois então me sinto no direito – e no dever – de falar brevemente do Museo Nacional de Antropología.
Antes de chegar, se prepare. Tênis ou sandália baixinha são recomendados, já que o museu é enorme. Além das várias alas, há a parte externa, repleta de objetos e construções de povos pré-colombianos. Justamente por isso, a minha segunda recomendação é que você vá com tempo. É programa para um dia inteiro.
O acervo do museu é impressionante. Não descobrimos apenas detalhes das culturas maia e azteca, que a gente aprende no colégio. Cabem naquele espaço olmecas, teotihuacanos, zapotecas e os meus favoritos, os coloridíssimos toltecas. O bacana é que os objetos em exibição vêm acompanhados de textos que explicam cultura, arte, ciência e economia de cada um dos povos representados. Dá vontade de se matricular em um curso de náhuatl e sair por aí, falando sozinha!
Se não adiantou minha breve descrição e você segue achando que a dica de hoje é mais previsível que neve no inverno de Nova York, tenho uma boa desculpa para ter falado no museu neste momento. Está em cartaz uma exposição temporária com os desenhos de Jean Baptiste Debret. Todos retratando paisagens brasileiras. Os traços da população do Brasil-colônia aparecem em várias obras e a gente se vê em muitos deles. Faz o passeio valer ainda mais a pena.