Lá vou eu com minhas dicas de filme instantâneo no Netflix. Mas é que agora que o frio chegou para valer dá uma vontade tão grande de ficar em casa, no quentinho, vendo filme… O de ontem foi “Senna“. Estava super curiosa desde que o documentário estreou no cinema aqui em Nova York e foi elogiadíssimo pela crítica.
Na verdade, Ayrton Senna já havia voltado à minha memória desde que fui a uma exposição incrível do Francis Bacon no Metropolitan, uns dois anos atrás, e me deparei com um quadro em que o piloto era a musa. Não consigo de jeito nenhum encontrar a imagem na internet. Aliás, se alguém aí encontrar, me avise!
Mas voltando ao filme, ele entrou novamente na minha lista quando estive no Brasil. Uma amiga querida estava tão encantada que comprou o dvd e a gente quase fez uma sessão na casa dela. Mas tive que voltar correndo, e Senna acabou ficando para trás. Até eu descobrir que o super Netflix pôs o filme no instantâneo. Viva!
Recomendo aos que, como eu, se lembram de cada corrida. E também aos mais jovens, que não se acostumara a ouvir aquela musiquinha todo domingo. Vale, ainda, para os que têm birra, orgulho, enfim, qualquer relação passional com o maior ídolo do esporte brasileiro. O filme mostra um ser humano que sofre, luta, levanta, leva mais uma rasteira, se entristece. Não tem final feliz, todos sabem. Mas a gente sempre aprende.
“Senna” é meu documentário favorito do ano. Uma obra emocionante sobre aquele que foi, provavelmente, o maior ídolo esportivo da minha geração, no Brasil. O que me deixa mais satisfeita, no entanto, em relação a este documentário é saber que ele foi aclamado pela crítica, ganhou vários prêmios já. Só lamento que ele tenha ficado de fora da lista da AMPAS para a categoria de Melhor Documentário no Oscar 2012…