É claro que as disputas internas do Partido Republicano e o enfraquecimento do adversário de Obama, promovido pelos próprios “companheiros” durante as prévias, ajudam o presidente na corrida pela reeleição. Mas o maior empurrão que ele pode receber é o fortalecimento da economia americana, em especial, a queda do desemprego. Hoje a boa notícia chegou. O índice caiu para 8,5%, o menor dos últimos três anos.
O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (algo equivalente ao nosso Ministério), informou hoje que 200 mil novos postos de emprego foram abertos no último mês. Se a gente pensar que na primeira reestruturação que Mitt Romney promoveu por sua empresa foram ceifadas 1,700 vagas, dá para perceber como os números são positivos. E para quem diz que Obama é socialista, vale lembrar que o saldo foi alcançado apesar de o serviço público ter perdido 12 mil trabalhadores. O setor privado somou 212 mil empregados. Floyd Norris, do The New York Times, avalia esse processo em um post publicado hoje.
Terça-feira tem mais uma etapa das prévias republicanas em New Hampshire. Desta vez, Romney deve ganhar de lavada. Na última pesquisa ele tinha 40% dos votos, contra 11% para Ron Paul. Hoje, em uma evento na Carolina do Sul, o mais provável adversário de Obama criticou o governo e disse que é hora de eleger um presidente que entenda de economia. Romney não mencionou os 200 mil novos postos de trabalho.
No Globo Notícia Américas deste domingo, preparamos uma reportagem sobre o que pensam os eleitores de Iowa, palco da primeira prévia republicana. A Segurança Nacional estava entre as principais preocupações. Ontem Obama anunciou uma revisão na estratégia militar americana. O que será que acharam esses mesmos eleitores? Entre os comentários no canal da Casa Branca no Youtube não encontrei ninguém de Iowa. Mas se eles pensam como a maioria dos que postaram por lá, a dor de cabeça de Obama talvez venha daí.