As fases azul e rosa são marcos da carreira de Pablo Picasso. Mas o Museu Guggenheim lança o olhar sobre duas outras cores que não se limitaram a um período, permeando a carreira do mestre espanhol: branco e preto.
Hoje passei em frente ao museu e a fila da a volta no quarteirão. Sem exagero. “Picasso Black and White” vai até o dia 23 de janeiro, destacando o uso – ou a ausência – de cores para dar voz à estrutura formal das obras. Segundo a curadoria, a técnica já era usada desde os homens das cavernas, mas tornou-se um marco a partir do trabalho de conterrâneos de Picasso. José de Ribera, Diego Velázquez e Francisco de Goya são alguns deles. A influência desses mestres pode ser atestada em obras como “Les Menines, vue d’ensemble d’apres Velázquez”, uma de suas reinterpretações de “Las Meninas”, de Velázquez.
A exposição reúne 118 pinturas criadas entre 1904 e 1971, além de esculturas e gravuras. A musa do artista, Marie-Thérèse Walter, que ganhou fama em Nova York depois de uma exposição dedicada a ela na Gagosian Gallery, em 2011, tem uma área especial.