James Franco não falha

Acabei querendo falar de tantas coisas aqui no blog (o prateconfundir estava meio abandonado e voltar a escrever tem me dado uma alegria imensa) que esqueci do post sobre a entrevista com o James Franco. O texto ainda não foi publicado, por isso não vou contar nadinha do que ele falou. Em vez disso, vou dizer como a conversa com o protagonista de “127 Hours” mudou meus dias.

Digo dias porque desde que falei com ele entrei numa montanha-russa de emoções. Às vezes achava que tinha nas mãos a matéria do ano, às vezes, que não tinha nada.  O tempo para a entrevista era limitado, por isso a cada “hummmm” ou “deixa eu pensar um pouco sobre isso” do astro do cinema, eu me desesperava. Poxa, o tempo que ele gastou pensando em cada resposta poderia ter sido usado em mais uma pergunta, certo? Sim, mas certamente as respostas não teriam sido tão reveladoras. Terminei a conversa com a sensação de que o papo não tinha rendido nada. Parecia que eu havia passado todo aquele período numa mesa de bar, com um amigo próximo, debatendo literatura, vida, morte, o tudo e o nada. E isso não dá matéria.

Só que, quando fui ouvir a conversa, me dei conta de que havia feito uma das melhores entrevistas da minha vida, justamente por ter permitido que Franco tivesse o tempo que queria. Quando pensava, ele tentava, sinceramente, chegar a alguma conclusão sobre o que havia sido perguntado, e não apenas jogar uma resposta qualquer para se livrar daquele momento. Artista plástico, escritor, diretor de filmes, PhD em literatura em Yale, professor de cinema da NYU, bonito, talentoso, Franco tinha muito a dizer. E como é bom poder ouvir!

O jornalista Francisco Quinteiro Pires volta e meia brinca que devemos fugir do complexo de Sherlock Holmes. É que o velho detetive só fazia perguntas cuja resposta conhecia. E isso acaba acontecendo com frequência na nossa profissão. Quando a gente consegue estar genuinamente interessado no que nosso interlocutor tem a dizer, a mágica acontece. E prometo que, assim que a entrevista for publicada, ela estará aqui, na íntegra, para vocês se divertirem com as palavras do maluco mais esperto do cinema.

A foto acima é de um lápis, criado pela Greenwich Letterpress. Reparem no amarelo. Quem me mandou foi a Danielle Levkovits. Demais.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s