Boa hora para o Guggenheim

O Guggenheim é um museu especial porque, ao contrário dos grandes museus de Nova York, não é assim tão grande. É possível fazer uma visita bem completa e tranquila em apenas um dia. Melhor ainda quando as exposições temporárias valem a pena. Desta vez vi duas ótimas.

John Chamberlain: Choices traz um panorama da carreira do artista, morto em dezembro do ano passado. Eu vi uma bela exposição dele na Gagosian, há mais ou menos um ano, mas a do Guggenheim é diferente porque reune obras de várias fases. Vemos Chamberlain minimalista, pop, expressionista, escultor, pintor, louco. Apesar da voz irritante da curadora, é bacana ouvir o audioguide, gratuito, que explica em detalhes a caminhada do mestre da transformação de automóveis em arte.

Além dessa, a exposição sobre a obra de Francesca Woodman é de encher os olhos. Muito se fala sobre a fotógrafa que se suicidou aos 22 anos, mas na reunião de suas obras descobre-se que há muito mais a se falar dela, além da morte trágica. Apesar de breve, a carreira de Woodman é sólida, baseada em auto-retratos (curadores juram que qualquer semelhança com Cindy Sherman no Moma é mera coincidência) de uma crueza e cruedade gritantes.

Chamberlain fica até 13 de maio; Woodman até 13 de junho.

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