O Elogio

Este blog é um ótimo canal de conversa. Sei de gente que segue minhas dicas e eu também recebo várias boas ideias por aqui. Mas além desse diálogo precioso, também uso o espaço para guardar lembranças de coisas especiais que vi, li, ouvi nesta Nova York incansável. De uns tempos para cá tenho postado menos dicas culturais porque a cidade não para e quando o inverno vai se despedindo a gente tem tanta coisa para fazer que nem dá tempo de registrar tudo.

Uma amiga me disse certa vez que queria montar um jornal chamado “O Elogio”, só para falar bem das coisas. Críticas negativas estariam fora. Pois hoje resolvi juntar em um só post quatro coisas bacanérrimas que fiz nas últimas semanas e acabei não registrando por aqui.

A primeira talvez tenha sido a mais emocionante. Fomos ver Madama Butterfly na Metropolitan Opera. A montagem é linda de doer, mas a emoção maior foi ver mais uma novidade de Plácido Domingo. Desta vez, na regência. Pode existir coisa mais incrível do que ver um ídolo absoluto se desafiando em diferentes papeis? Amigos que entendem da coisa dizem que, como maestro, ele não é tecnicamente incrível. Eu, que não entendo, fico apenas com o lado emocional. E nesse, ele é impecável. Dois anos atrás, haviamos visto outra estreia: em Simon Boccanegra, Domingo fez seu primeiro papel como barítono. Para quem acha loucura se lançar a desafios depois de uma certa idade, taí a lição.

Ultimamente tenho lido apenas o que é pedido para as aulas. O volume de leitura é absurdo e os livros sobre outros assuntos tiveram de ser adiados para maio, quando a correria do mestrado passar. Só que muitas vezes a gente esbarra em pérolas entre os livros indicados pelos professores. “Codes of the Underworld – How criminals communicate”, de Diego Gambetta, é uma delas. Para quem gosta de filmes de máfia, é um prato cheio, divertido e repleto de histórias para contar para os amigos.

Também já falei há alguns dias da exposição do Jesús Rafael Soto (o bonitão de bigode na foto lá do alto), em cartaz até o fim do mês na Grey Art Gallery. Estive lá esta semana e queria, mais uma vez, recomendar o programa. Para quem não conhece a obra dele, é uma oportunidade imperdível de ver algo completamente diferente de tudo. Para quem conhece, a exposição vale a pena por ser uma bela recapitulação da fase mais especial do artista.

Por último, mas não menos importante, o filme mais fofo da semana foi Chico e Rita, em cartaz em poucos cinemas da cidade. O desenho é uma delícia, um programão para um domingo à tarde. A trilha de Bebo Valdés faz qualquer um sair da sala levitando. E acho que vale a pena ver numa tela grande. A simplicidade às vezes merece esse cartaz.

2 thoughts on “O Elogio

  1. “Chico e Rita” foi indicado ao Oscar 2012 de Melhor Animação. Confesso que não tinha ouvido falar desse filme até ser indicado. Que bom que ele é maravilhoso. Espero que tenha a chance de passar aqui no Brasil.

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