Panmela pelo mundo

Na foto aí do lado, Panmela Castro aparece discreta, embaixo, no canto esquerdo. Se você olhar para os outros rostos, vai achar um bocado de gente conhecida. Oprah Winfrey de vestido verde. Jessica Alba em um bege brilhoso.Tina Brown ao lado dela, de lilás. Chouchou Namegabe misturando laranja e amarelo. E a estilista Diane Von Furstenberg de pé, toda sorridente. Morri de vergonha de ser brasileira e só ter ouvido falar de Panmela quando entrevistei Furstenberg, no mês passado.

Ela me contava, orgulhosa, do prêmio DVF Awards, que presta homenagem a cinco mulheres de todo o mundo que desenvolvem atividades pra promover a igualdade entre os gêneros. Ou, como gostam de dizer por aqui, o women empowerment. Oprah e Couchou estavam entre elas. Panmela também.E eu nunca tinha ouvido falar da moça.

Grafiteira de mão cheia, Panmela nunca se contentou a fazer arte pela arte. Queria usar os muros da cidade para informar. Neles cabiam cores, mas também mensagens sobre a Lei Maria da Penha e os direitos das mulheres. No Rio de Janeiro, ela fundou a ONG Artefeito (hoje chamada Rede Nami) que ajudou a formar grafiteiras talentosas como ela ou, simplesmente, abriu novas janelas para jovens que já não viam caminhos alternativos à posição submissa imposta a tantas brasileiras.

Esta semana, a revista Time trouxe, como reportagem de capa, a mudança nos padrões da família americana. Hoje, 44% dos lares já têm mulheres como principais provedores e na próxima geração, elas devem ser a maioria. Talvez seja a maior revolução a que vamos assistir. Talvez seja a maior revolução jamais vista, desde que o homem das cavernas disse, pela primeira vez, que a mulher ficasse em casa enquanto ele ia caçar.

Panmela Castro é nossa entrevistada esta semana no Globo Notícia Américas. Daqui, ela segue para Praga, Viena e outros países da Europa, onde dá uma série de palestras e workshops. Só volta ao Brasil em maio. Em junho ela vem mais uma vez a Nova York, onde participa de uma exposição. Vale a pena nós, brasileiros, procurarmos com atenção a arte social dessa carioca, que o mundo já descobriu. É para se encher de orgulho. Avante, Panmela!

One thought on “Panmela pelo mundo

  1. Oi Mila muito bom, eu tbem nao a conhcia. Seria bom q vcs divulgasse mais a nossa arte, como muitos eventos na ONU q ficam restritos a algumas pessoas,q na maioria das vezes usam p/a beneficio proprios e, nos q moramos mais afastados de NYCITY nao temos acesso a muitos desses eventos.Ficarei grata se vcs nos dessem essa oportunidade divulgando mais e sinto sua falta no Planeta Brasil… grande abracol Reilda

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s