Meninas em campo

Foi ao ar hoje, no Esporte Espetacular, uma reportagem da Glenda Koslowski sobre o futebol feminino no Brasil. O que falta para as meninas serem campeãs? A resposta é simples: investimento.

A gente participou da matéria rapidinho, mostrando o futebol aqui no Central Park. Mas o que vale mesmo é ver a reportagem na íntegra e pensar sobre o assunto. Afinal, por que não se investe mais no esporte feminino no Brasil? Tem solução para isso? Clique na foto abaixo para assistir!

Esporte Espetacular - 17 de julho de 2011 - Participação na reportagem de Glenda Koslowski sobre futebol feminino

Sir, ou King?

O show de Paul McCartney, ontem, no Yankee Stadium, não foi apenas o melhor da minha vida. Foi tão especial, que está entre os meus dias mais felizes. Paul parecia um menino. Tinha um fôlego de deixar aquelas moças que comandam trios elétricos parecendo preguiçosas. Foi tão emocionante que nem consegui escrever nada sobre aquela noite. Em compensação, roubei um texto ótimo, que resume bem a noite de ontem. Tá no franciscoquinteiropires.com

 

O melhor da semana

Tem muita coisa boa para fazer em Nova York. Todos os dias, em qualquer estação. Mas quando chega o verão, não dá para negar, a oferta é tão grande que a gente fica até confuso. Por isso, quando a sexta-feira vai se aproximando, costumo fazer uma listinha para controlar meu desespero. Divido com vocês a desta semana, com algumas das coisas mais legais para fazer por aqui. Fora o Tom Zé, todas as outras dicas são de graça! Não tem desculpa para ficar em casa.

Segunda: TropiChat, com o diretor de cinema brasieiro Cao Guimarães. Será às 6pm, no Americas Society (680 Park Avenue).

Terça: Tom Zé, no Lincoln Center. Às 8pm, no Alice Tully Hall.

Quarta: Ópera no Central Park. La Bohéme da New York Grand Opera, na concha acústica. De graça, às 7h30pm.

Quinta: Broadway in Bryant Park traz apresentações com atores de “The Addams Family”, “Billy Elliot”, “Memphis” e “Rock of Ages”. Às 12h30.

Sexta: Henry V no Battery Park. Começa às 7pm e é parte do River to River Festival, que tem várias outras coisas bacanas.

Durante toda a semana: Premiere Brazil! 2001, no Moma. Seleção de filmes brasileiros já tradicional na Big Apple.

Até dia 31 de julho tem “The Seagull“, de Chekhov, no Riverside Park (w 89th Street na Riverside Drive).

Para esquentar, uma das minhas favoritas de Tom Zé num clipe simpático que achei no YouTube.

A América Latina de Francis Alys

Você já se sentiu enxugando gelo? Movendo montanhas… para nada? Tentando subir uma ladeira enorme com um fusquinha velho e, mesmo assim, tentando, tentando… Talvez não seja só você. Pode ser o sintoma de um continente inteiro. A América Latina vista pelos olhos do belga Francis Alys é fascinante. Como uma pessoa tão distante conseguiu nos entender, no auge dos nossos defeitos, tão bem?

Alys nos fragiliza com seu olhar áspero e bem-humorado. A exposição do artista, que vive no México desde a década de 80, está no Moma, em Nova York, até o dia 01 de agosto. Também tem um pedaço pequeno no PS1.

Para completar, descobri que o doido tem um canal no Youtube. Quem não vive em NY nem está de passagem pela melhor cidade do mundo, pode dar um pulinho lá. É só clicar aqui.

Globo Notícia Américas – 17 de julho

Este domingo, depois do futebol, tem mais uma edição do Globo Notícia Américas.

No programa, vamos falar os prejuízos causados pela onda de calor nos Estados Unidos. Já houve até uma morte. Mostraremos, ainda, como a tecnologia pode ajudar a vida dos imigrantes (confira mais assuntos no vídeo ao lado).

Não perca! O Globo Notícia Américas vai ao ar este domingo, 17, às 19h30 (horário de Nova York).

Meu Beatle preferido

Eu sou beatlemaníaca desde criancinha. Canto todas as letras, já vi o Anthology umas oito vezes e acho que eles são a melhor banda de todos os tempos. Para sempre. Nem me venha com argumentos rollingstonísticos. Mas como boa fanática, tenho minhas manias.

Às vezes gosto mais do Sgt Pepper’s, logo depois o álbum branco vira campeão. Às vezes I Will é a música da minha vida, às vezes é With a little help from my friends, às vezes é Something, às vezes é Octopus’s Garden.

A única coisa que não muda é meu amor incondicional por George Harrison. O Beatle mais divertido, equilibrado, comprometido, do bem. Não me entendam mal. Aqueles quatro são uma reunião mágica das melhores coisas do mundo. Mas George tem uma luz única. Suas composições mostram isso tão bem que, quando pensei em postar a minha favorita fiz uma lista de catorze!

Pois bem, amanhã é dia de Paul McCartney no Yankee Stadium e alegria maior eu não poderia ter. A menos que fossem os quatro juntos. Então, começou minha regressiva.

Além dessa, estou em outra contagem. Dia 10 de outubro chega às lojas o DVD do documentário de Martin Scorsese sobre meu Beatle preferido. Imagina que coisa preciosa deve ser isso! “George Harrison: Living in the Material World” foi feito com a ajuda de Olívia, a viúva de George. A HBO passa o filme dois dias antes de ele chegar às lojas. Ainda bem que tem um Paul no meio do caminho, pra conter minha ansiedade. Abaixo, um vídeo juntando os dois responsáveis por grandes momentos de alegria na minha vida. Paul e George.

E vocês? Tem um beatle preferido? Ou preferem os Stones?

O francês mais querido da cidade

Vive la France! Hoje é dia da Bastilha e para comemorar, nada como o meu francês preferido. O mais bonito dos feios, o mais doce dos grosseiros, o mais justo dos politicamente incorretos. Ele. O único. Serge Gainsbourg. E para completar o amor, minha música favorita, entre tantas canções maravilhosas deste gênio.

Vive la France! Viva Gainsbourg!

O japonês mais gostoso da cidade

Ontem me senti a própria Uma nesta cena de Kill Bill:

Não, não me envolvi em nenhuma briga. Mas fui a um restaurante japonês onde me vi cercada de japoneses por todos os lados. Nem um ocidentalzinho para contar história. E quem gosta de comer bem saber que o macete número 1 pra encontrar os melhores restaurantes é ver se os “donos da casa” aprovam. Desconfie de um indiano sem nenhum indiano, de um coreano sem coreanos, de um grego sem gregos. Por isso, ouso dizer que a Taverna Kyclades é o melhor grego de Nova York, que o melhor indiano é o Minar e o melhor japonês eu descobri ontem. O Sake Bar Hagi além de delicioso e barato fica aberto até as 3 da matina. E está no coração da cidade, no 152 W 49th Street.

Descobrimos o lugar vendo um programa do Anthony Bourdain. Em um episódio de No Reservations, ele encontra os melhores chefs de japoneses de Nova York e pede que o levem ao favorito deles. A trupe boa de garfo detona um prato de língua de boi, outro de gyosa e uma berinjela com misô. Maiúscula. De deixar o Bill de boca aberta. A carta de sakês de lá também é rechonchuda. Na dúvida, olhe o que seus vizinhos estão pedindo, corria para a garçonete e diga o tradicional “I’ll have what he is having”. Mande ver.

Um brasileiro no Met

Sim, eu sei, a foto está uma droga. Mas foi o máximo que meu celular conseguiu registrar da histórica noite de ontem. O Summer Stage do Central Park recebeu algumas estrelas da Metropolitan Opera. E também um estreante. O brasileiro Atalla Ayan fez sua primeira apresentação na companhia de ópera mais importante do mundo. Algo raro, visto que o rapaz tem apenas 25 anos. Foi de surpresa. Ayan não estava escalado para o recital de ontem à noite. Substituiu, de última hora, o tenor Dimitri Pittas, que ficou doente.

A voz do rapaz é daquelas que emocionam quem entende do assunto e quem nunca ouviu ópera. Preciso e emotivo, forte e doce, Ayan deixou a plateia em extase. E nós, brasileiros corujas, orgulhosos. Mais bacana ainda é saber da história do jovem. Ele nasceu em Belém. Vem de família muito pobre. A mãe, para quem ele telefonou pouco depois de deixar o palco, anda vive no Pará. Como o rapaz aprendeu a cantar daquela maneira e em cinco idiomas? Não faço a menor ideia. Até mesmo o empresário dele tem dificuldades de explicar.

Hoje, no New York Times, o texto sobre a apresentação o comparava ao jovem Plácido Domingo (a foto aí do lado é do jornal. Eu não podia deixar vocês sem verem nadinha do nosso herói). “Uma achado”, cravou o jornal. O melhor é que teremos mais uma chance de ver o brasileiro prodígio. Ayan canta amanhã, quarta, novamente no Summer Stage. Desta vez com uma paisagem ainda mais bonita: a Brooklyn Bridge. Imperdível.

Um pedacinho do texto de Allan Kozinn para o Times:

“Mr. Ayan, a Brazilian tenor who had been a participant in the Met’s Lindemann Young Artist Development Program, filled in at the last minute for Dimitri Pittas, who was ill, and will sing again on Wednesday, when the program is repeated in Brooklyn. He is a find: Young and trim, he has a warm, rounded tone with a quality that calls to mind the young Plácido Domingo, and he gave powerful readings of arias from Gounod’s “Roméo et Juliette” and “Faust” and Verdi’s “Traviata,” as well as a knockout “Che gelida manina” from “La Bohème.”