Soto e o nosso olhar

Poucas coisas são tão mágicas quanto a emoção que uma obra de arte provoca. No caso do meu encontro com a obra de Jesus Rafael Soto, esse sentimento foi uma mistura de arrepio, alegria e tontura. As linhas retas e os arames dançantes de Soto expandiram os limites da minha realidade. Quando saí da exposição, as ruas de Nova York tremulavam, as pessoas ganharam cores. E eu ria. Porque a felicidade de descobrir que o mundo é maior e você é menor do que pensava é impagável.

Queria mostrar aqui o que Soto provoca no nosso olhar.  Como ele mesmo diz, são trabalhos de criação coletiva, entre ele e quem vê. Depende de você, tanto quanto dele, a transformação da arte. Fotos dificilmente conseguem chegar perto do que é uma obra ao vivo. Neste caso, não dá nem pra começar. Por isso fiz um vídeo, que talvez dê uma ideia mais próxima do que acontece na sua mente e no seu coração vendo aquela explosão de informações.

E como era um dia de movimento, resolvemos ficar no tema e, de lá, seguimos para a também bela exposição de Willem de Kooning, na Pace Gallery. No caminho, passamos pelo carrinho de comida Grega que fica na esquina da 51st Street com a Park Ave. Tudo baratinho e feito com carinho pela mãe do Frank, o simpático rapaz que nos atende. Não tem erro. É este carrinho azul, bonitinho, com o nome de Uncle Gussy’s. Para quem tem medo de caminhão (eu adoro), eles tem um restaurante com o mesmo nome em Astoria, aberto desde 1971. Vale conferir.


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