Casey e a necessidade de punir

Caso difícil este da Casey Anthony. Aos olhos da opinião pública, da mídia, da família, ela é culpada. Trinta e um dias sem a filha? A babá a sequestra e ela não diz nada? Tinha ela qualquer sentimento de dor quando a menina desapareceu e foi encontrada morta? São tantas coisas que a condenação parecia óbvia. Mas essas “coisas” são fatos? São suficientes para condenar alguém, possivelmente à morte?

Sou do time que acha que se há uma dúvida pequenina, bem pequetitinha, é melhor refletir um pouco mais antes de sentenciar alguém. Ontem, por coincidência, assisti a “Conviction”, com a Hillary Swank (mais um daquele esquema da Public Library). O filme conta a história de uma mulher que se torna advogada para tentar tirar o irmão da cadeia. Ele foi condenado à prisão perpétua por assassinato e passou 20 anos atrás das grades. Sem ter cometido o crime. É ou não é dureza?

Mas aqui nos Estados Unidos, eu sou voto vencido. Nas ruas e em todos os jornais, vê-se a revolta com o veredito. Abaixo, algumas capas dos jornais de hoje. E você, o que acha?

  

4 thoughts on “Casey e a necessidade de punir

  1. Complicado julgar… Porem hoje li uma materia dizendo que houve contradicoes no testemunho dizendo que a filha se afogou e ela por medo escondeu o corpo…
    Ainda nao sou mae, mas ja fui baby sitter e tenho um amor enorme pelas minhas criancas… Nao consigo entender como uma pessoa que se considera “mae” pode esconder um filho e ainda fazer festa apos o acontecido…
    Algum tipo de culpa ela tem nessa historia, mas acho que a pena de morte nao eh a solucao.
    Quem quer que seja o assassino, considero uma pessoa covarde que faz mal a um pobre inocente que nao tem como se defender.
    Criancas e idosos nao tem como se defender.
    Fico sem palavras em relacao a isso a nao ser nojo e revolta…
    Mas parabens Mila por levantar um assunto tao polemico!

    1. Nossa, Fernanda, é difícil mesmo. Estávamos agora vendo a sentença final, relembrando o caso e tudo, tudo mesmo leva a crer que foi ela. Parece uma maluca insensível. Mas como é difícil condenar alguém sem certeza absoluta! É, de fato, um caso super polêmico. Me lembra os Nardoni, no Brasil. Lembra desse caso?

  2. Oii Mila!!!

    Lembro sim… Eu fico com um misto de revolta com profunda tristeza… Como uma pessoa pode machucar um ser inocente para se vingar de ourta? 100% de certeza somente quem sabe sao os assassinos e a vitima… Mas uma serie de fatores levam a incriminar certa pessoa….
    Nessa hora toda minha racionalidade abre portas para a religiosidade, ou o mistico… Um individuo no seu estado normal nao eh capaz de cometer uma atrocidade tao cruel. So tendo pelo menos um pouco de fe para continuarmos vivendo.
    Esses dias tambem li uma reportagem sobre duas monitoras de creches que queimaram as costas, maos e cabeca de um bebe de 10 meses…
    Fico muito triste com tudo isso mas aqu nos EUA sabemos que normnalmente esse tipo de caso sao julgados e caso condenados as pessoas pagam pelos crimes.
    E no Brasil que pessoas que matam tem uma sentenca de 30 anos sendo que pode ser reduzida por inumeros fatores. Revoltante….

    1. Pois é… E revoltante e mesmo muito triste. Por outro lado, me dá um medo condenar alguém sem ter certeza. Deve ser a pior coisa do mundo. É um dilema, Fernanda!

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