Para uma vida de renúncia, uma ópera grandiosa

Ainda dá tempo de ver uma das óperas mais lindas desta temporada. Satyagraha, de Philip Glass, ainda tem mais duas apresentações na Metropolitan Opera. Uma dia 26 de novembro e outra dia 01 de dezembro. A música de Glass, como de costume, é meditativa. Cheia de círculos que se repetem e levam o ouvinte a um lugar distante, a alguns metros da consciência. Nunca caiu tão bem quanto aqui. Nada mais justo que narrar o período de Gandhi na África do Sul de um jeito minimalista.

A montagem, no entanto, é grandiosa. Boa parte do cenário e dos bonecos gigantes que ajudam a contar a história (na foto ao lado) são de jornal, uma referência ao Indian Opinion, jornal fundado por Gandhi, onde ele desenvolveu e tornou público o conceito de Satyagraha. A ideia de resistência não-violenta e luta pelos direitos civis influenciou Nelson Mandela e Martin Luther King, entre outros.

O único conselho que dou é que, se houver ingressos e você tiver um dinheirinho a mais, fique na orquestra. A Duranga Kid aqui viu do Family Circle. O deslumbre se misturou a uma sensação de culpa, quase falta de respeito com a obra. São tantos detalhes na produção de Phelim McDermott que, certamente, valem o investimento.

Clique aqui para ler o meu post sobre outra ópera de Glass, A Colônia Penal.

2 thoughts on “Para uma vida de renúncia, uma ópera grandiosa

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