Flushing – 背面

As últimas semanas foram malucas. O prazo de entrega da tese era a última sexta-feira, então fiquei por conta. Mal consegui me mexer. Para compensar o longo e tenebroso inverno, passei o fim de semana realizando desejos antigos. Um deles era conhecer o Flushing. A região foi fundada em 1645, como o primeiro assentamento holandês no Queens. Hoje é casa de milhares de chineses. Chega a dar frio na barriga. Nunca havia sentido isso em Nova York, mas em Flushing, ao sair do metrô, a sensação de que você chegou a outro país é imediata. Que susto.

Para chegar até lá é preciso pegar o metrô 7 até a última parada, Main Street – Flushing. Demora pouco mais de uma hora, mas vale a pena. A melhor pedida é ir parando de restaurante em restaurante, comendo um pouquinho em cada um, para poder provar de tudo. O Golden Mall (que o Anthony Boudain visita em um No Reservations) e o New Mall são boas pedidas para ver um pouquinho de tudo. Mas imperdível mesmo é o Nan Xiang Xiao Long Bao, uma casa de dumplings onde tudo é delicioso. Prepare-se para enfrentar uma fila de respeito, mas vá. E para fechar o dia, um café em uma das padarias chinesas da região. Fomos à Iris tea & Bakery, que não é lá muito chinesa, mas oferece quitutes do mundo todo, como o pão de chocolate mexicano.

Calma que o dia não acabou! Aliás, um dia é muito, muito pouco para conhecer a imensa vizinhança. O Flushing parece outro país, mas é Nova York. Assim sendo, não poderia se limitar a um povo só. Andando mais um bocadinho, a gente chega à área indiana do bairro. É possível visitar o Ganesh Temple, um templo aberto para visitantes. Provavelmente o mais próximo que se pode chegar da Índia fora de lá. Dá até para fazer oferendas (pedaços de côco estão entre as preferidas, por isso tem até espaço para quebrar côco do lado de fora!) e acompanhar as cerimônias. No basement, fica o segredo mais bem guardado da área: uma cantina enorme, servindo, por $4, pratos vegetarianos típicos. E só há indianos no local. Aliás, quem gosta de comer já deve ter sacado que a melhor estratégia para ir nos restaurantes étnicos é ver se a maioria dos clientes é do país de origem. Mexicano cheio de americano não dá. Assim como chinês cheio de ocidental costuma ser furada.

Posso dizer que um dia inteiro não deu nem para o começo da aventura. Precisamos voltar lá muitas e muitas vezes. Mas já demos o pontapé inicial! O próximo plano é aprender mandarim para saber o que estou comendo… Se bem que o lugar é tão complexo que nem isso serviria. Tem muito comerciante que só fala cantonês… 背面!!

3 thoughts on “Flushing – 背面

  1. Mila! We haven’t been able to meet but that doesn’t mean I haven’t forgotten we have a pending coffee! did you accept CUNY’s offer? I hope you did! Hugs and kisses! Manu

  2. I will be in NYC during the summer, except for two weeks in July when I plan to go to Mexico. I just wanted to congratulate you!!!! I’m so proud of you dear Mila!

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