Alemã transforma MetroCard em obra de arte

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

O MetroCard é o fiel companheiro dos nova-iorquinos. Do prefeito Michael Bloomberg ao contribuinte mais comum, todos têm o seu cartão, que dá acesso ao metrô e aos ônibus da cidade. Ele já foi imortalizado em camisetas, em ímãs de geladeira e em uma canção do grupo Le Tigre.

Mais de dez anos atrás, Nina Bosch, uma alemã radicada em Nova York, passou a usar os cartões descartados como matéria-prima de suas obras. Até o dia 31 de agosto, a galeria The Bean, no East Village (54 2nd Avenue), exibe a série de colagens da artista. Ela costuma dizer que trata-se de uma arte reciclável, que ajuda a deixar mais limpas as estações de metrô da cidade. “O que para muitos é apenas um MetroCard velho, vencido, para mim é um desejado material artístico.”

O resultado é uma homenagem a ícones da cidade. Os táxis amarelos, o Museu Guggenheim, Woody Allen e, claro, o próprio MetroCard!

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Drinks de absinto no Brooklyn

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

Por quase um século, o absinto foi apontado como uma bebida maldita, proibida em vários países, inclusive nos Estados Unidos. Por aqui, o banimento foi suspenso somente em 2007, quando a “fada verde” voltou a reinar. No Brooklyn, a Maison Premiere (298 Bedford Avenue) oferece um cardápio com 27 variedades, além de drinks especiais, que misturam a bebida, cubos de açúcar e água gelada. O lugar tem, ainda, uma vasta seleção de ostras, que podem ser harmonizadas com o absinto.

Seja pela aura misteriosa, pela promessa afrodisíaca ou pelo alto teor alcoólico, o destilado angariou fãs famosos ao longo dos séculos. Entre eles, os escritores Arthur Rimbaud, Émile Zola e Oscar Wilde e os pintores Vincent van Gogh, Amedeo Modigliani e Pablo Picasso. Edgar Degas chegou a batizar um quadro com o nome do líquido de sabor anis.

A dose custa de $11 a $16 dólares. Há garrafas de vários países.

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Sem Michael, com Bird

A má notícia do fim de semana é que o evento Brooklyn loves Michael Jackson, que aconteceria no domingo no Prospect Park, foi cancelado. Sabe-se lá por que Spike Lee, o organizador da homenagem, desistiu de cantar parabéns pelos 52 anos que o astro pop completaria na data.

A boa notícia é que continua de pé e cheio de ótimas atrações o Festival que celebra a obra de Charlie Parker. Foi minha dica de hoje no blog do Ela Digital:

Apesar de ter nascido no Kansas, foi em Nova York que Charlie Parker viveu os grandes momentos de sua carreira. Ele se mudou para a cidade em 1939, aos 19 anos. A ideia era tocar saxofone, claro. Mas para se sustentar ele fez vários bicos, inclusive lavando pratos em restaurantes. A fama como músico se solidificou em boates do Harlem, como a Clark Monroe’s Uptown House e o Minton’s Playhouse, dois redutos do bebop.

No mesmo bairro, sexta e sábado, haverá shows de graça no Marcus Garvey Park. Amanhã, a partir das 19h00, a homenagem ao músico, sob o comando do compositor Miguel Atwood-Ferguson, vai relembrar o disco “Charlie Parker with Strings”. No sábado, a festa começa mais cedo, às 15h00. Roy Haynes recebe a cantora Rene Marie.

O Festival Charlie Parker tem vários outros eventos, como workshops, palestras e apresentações teatrais. Para ver a programação completa do evento, que completa 20 anos neste verão, clique aqui.

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A NY dos anos 1920 em pleno 2012

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

Hoje é 18 de agosto de 2012? Não em Governors Island. Lá, pelo menos por um fim de semana, estamos em 1920. O Jazz Age Lawn leva centenas de pessoas vestidas com trajes da época de Zelda e F. Scott Fitzgerald. Flappers pegam a balsa e passeiam pelos gramados da ilha como se o crack da Bolsa de Valores em 29 estivesse longe, longe… Apesar de Wall Street estar logo ali, do outro lado do East River.

Michael Arenella e sua Dreamland Orchestra tocam sucessos da era do jazz entre as 11:00 e 17:00. Haverá, ainda, partidas de beisebol com equipamentos e uniformes dos anos 1920. Os ingressos para a área reservada dos eventos custam US$15. A balsa que vai de Manhattan para Governors Island é gratuita. Os interessados podem vestir roupas comuns. Mas saibam que vão se sentir peixes fora d’água. A maioria mergulha no túnel do tempo.

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Nova política de imigração no Globo Notícia Américas

No “Globo Notícia Américas” deste domingo, 19 de agosto, vamos mostrar os detalhes da nova lei de imigração, que entrou em vigor esta semana nos Estados Unidos. A nova política de Barack Obama deve beneficiar cerca de 1,7 milhões de jovens. Para entender como foi a primeira semana da medida e as reações a ela, o programa recebe a advogada Laryssa Tinoco, que também dá dicas de como se candidatar ao benefício.

E mais: os incêndios destroem florestas nos estados do Oeste. A seca deste ano já é oficialmente a pior em meio século, e uma das consequências é o aumento dos casos de febre do Nilo Ocidental. Além disso, a taxa de obesidade continua alta nos EUA.

Não perca! O “Globo Notícia Américas” vai ao ar às 19h30 (horário de Nova York). Para ver a chamada clique na foto acima ou aqui.

Vanyamania: Tchekhov é pop

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

O texto foi escrito há mais de um século. Toda a história se passa em uma mesma casa, no interior da Rússia. Os personagens sofrem de tédio e solidão. Mas o público vibra. Quase simultaneamente, Nova York recebeu duas montagens de Uncle Vanya, uma prova de que Anton Pavlovich Tchekhov é, sim, um sucesso de audiência.

A primeira foi uma curta temporada no Festival do Lincoln Center, em que Cate Blanchet derreteu o coração dos críticos. Foram apenas dez sessões, todas esgotadas. Quem perdeu tem a chance de ver a montagem contemporânea do Soho Rep, dirigida por Sam Gold e em cartaz até 26 de agosto. O pequeno teatro, em formato de arena, torna as histórias dos personagens ainda mais próximas da realidade do espectador. O figurino é simples, assim como o cenário, e essa opção faz as ironias do texto saltarem.

Outro ator de Hollywood estrela o espetáculo: Michael Shannon interpreta o médico infeliz e conquistador. O único porém: os ingressos também estão esgotados. O jeito é ir para a fila pelo menos uma hora antes e torcer por alguma desistência.

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Tirolesa na selva… de concreto

Leia o meu texto publicado hoje, no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

As ruas de Nova York se fecham para os carros e se abrem para o verão. Hoje e no próximo sábado, mais de 11km de asfalto serão reservados para atividades que são a cara da estação. Haverá feiras de produtos orgânicos, passeios de bicicleta, aulas de ioga ao ar livre e paredes de escalada.

A principal atração do Summer Streets deste ano é a tirolesa da Foley Square. A sensação é única até mesmo para quem já praticou a atividade: em vez de descer em um cabo de aço entre árvores, os aventureiros têm como paisagem os arranha-céus da cidade.

Para participar, é preciso pesar entre 27 e 113 kg. A Foley Square fica perto do City Hall, a prefeitura de Nova York. A tirolesa funciona das 7:00 às 13:00.

No site do Departamento de Transportes de Nova York há uma lista completa das atividades do Summer Streets.

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Globo Notícia Américas – 12 de agosto

No “Globo Notícia Américas” deste domingo, 12 de agosto, vamos mostrar o aumento no preço da carne em decorrência da seca. Para economizar, o programa dá dicas para substituir suas refeições por peixe.

E mais: saiba como foi a semana de campanha e – troca de farpas – entre os candidados à presidência norte-americana, Barack Obama e Mitt Romney; a tentativa de um grupo de imigrantes cubanos de chegar à Flórida usando um barco movido pelo motor de um carro velho; uma entrevista sobre a denúcia de lagavem de dinheiro por agências de remessas; e as previsões das agências do governo sobre a temporada de furacões.

Tudo isso no domingo, logo depois do futebol, na Globo Internacional. Para ver a chamada, clique na foto acima ou aqui.

Mila veste Caché / Mila is wearing Caché (www.cache.com)

Marcus Samuelsson: o queridinho de Obama

Já falei dele aqui no blog outras vezes. Hoje, publiquei um texto novo no blog do Ela Digital, do jornal O Globo:

Etíope, sueco, americano ou simplesmente “o cara”. Marcus Samuelsson não é apenas um dos “grandes chefs dos Estados Unidos”, como declarou o Culinary Institute of America. É a celebridade televisiva que derrotou 21 chefs na segunda temporada do programa Top Chef Masters; é o bem-sucedido homem de negócios, dono de sete restaurantes, de uma linha de chás e do site foodrepublic.com; é o autor de uma recém-lançada autobiografia. Como parte da turnê de divulgação, hoje Samuelsson participa de um evento às 18:30 no Tenement Museum, no Lower East Side (103 Orchard Street).

Não bastasse tudo isso, Samuelsson ainda é o queridinho do presidente norte-americano. Foi ele quem assinou o cardápio do primeiro jantar promovido por Barack Obama como chefe da nação. E foi no Red Rooster, o cobiçado restaurante do chef no Harlem, que Obama promoveu o primeiro evento da campanha pela reeleição. O menu com entrada, prato principal e sobremesa custava módicos US$40 mil.

No livro “Yes, chef”, Samuelsson mostra que sua história é ainda mais peculiar do que aparenta. Ele nasceu na Etiópia e, aos três anos, perdeu a mãe, vítima de tuberculose. Ele e a irmã foram adotados por um casal de suecos. Ainda menino, descobriu com a avó a paixão pela cozinha. Nunca mais saiu de lá. Depois de estudar na Suécia, Suíça e Áustria, ele se mudou para Nova York. Aos 24 anos, assumiu a cozinha do prestigioso Aquavit e se tornou o chef mais jovem da história a receber três estrelas do The New York Times.

Mas o que conquistou Barack Obama não foi nada disso. A grande paixão do presidente custa apenas $6. O “corn bread” do Red Rooster é o favorito do democrata. Servido no almoço e jantar desde que o restaurante foi fundado, ele ganhou uma nova companhia no cardápio. O “Yes, chef Prixe Fix Menu” custa U$45 e inclui salada de melancia com queijo de cabra, cordeiro com batatas, doughnuts de batata doce e um exemplar assinado do livro.

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